No Governo Militar, no período de 1964 a 1986, como programa social que visava a construção da casa própria, para as classes de todos os níveis, foi criado o Sistema Financeiro de Habitação, cujo setor responsável por esse Sistema era o Banco Nacional de Habitação. Após esta criação qualquer entidade de classe poderia se agrupar e formar uma Cooperativa Habitacional. Em São Luís tivemos vários conjuntos, tais como: Cohab Anil I,II,II e IV, Cohama, Ipase, Cohajap, Cohatrac e outros.

Os funcionários da Fundação Universidade do Maranhão, a fim de que pudessem possuir a sua moradia própria, criaram a sua Cooperativa, cujo nome era Cooperativa Habitacional dos Funcinários da Universidade do Maranhão - COHAFUMA.

A construção dessa unidade habitacional teve a sua conclusão e entrega dos prédios residenciais, no mês de dezembro de 1980.

A partir de 1981, como não foi demolida a dependência que servia como almoxarifado, situada à Avenida da História, os moradores, que eram em sua maioria Cristãos católicos, conseguiram junto ao clero ludovicense celebrações das Missas Dominicais.

Pouco tempo depois, a fim de que fosse construído um conjunto de apartamentos, o local das celebrações das missas passou a ser em outro barracão, construído para a mesma finalidade e localizado na mesma Avenida da História, onde hoje funciona a Unidade Integrada José Murad.

Pouco tempo depois e no governo da Prefeita Gardênia Gonçalves, através de regime em comodato, houve a cessão do terreno onde hoje está edificada a igreja, graças aos esforços de todos os moradores e amigos da comunidade.

Os moradores e com a anuência do clero, logo nos primeiros dias da ocupação do conjunto residencial, escolheram Nossa Senhora Aparecida para ser a Padroeira da comunidade.Com o término da construção da nova edificação da igreja, pouco tempo depois, e motivado pela grande extensão territorial da Paróquia que tinha a Jurisdição das comunidades que formam esta entidade eclesial, a Arquidiocese de São Luís do Maranhão, através de seu Arcebispo Dom Paulo Ponte, por meio do Decreto da mudança de título, criou, face a transformação da Paróquia de São João Batista em comunidade, a Paróquia Nossa Senhora Aparecida da Foz do Rio Anil, cujos limites são: oeste - limita-se com Avenida Prof. Carlos Cunha a partir do retorno da Casa dos Trabalhadores, até a Ponte Bandeira Tribuzzi, seguindo pelo leito do Rio Anil, ao sul - a partir da Ponte Bandeira Tribuzzi, acompanhando a mesma margem até ao afluente que passa por traz do então Supermercado Lusitana, na direção nordeste, seguindo por este córrego, até a Avenida Jerônimo de Albuquerque, incluindo a Curva do Noventa, continuando por esta, ao norte até o retorno da Casa dos Trabalhadores. Este Decreto é do dia 02.02.1997, dia da Festa da apresentação do Senhor e a Jurisdição da nova Paróquia compreendia os seguintes bairros: 1-Cohafuma, 2- Conjunto Habitacional IPEM, 3- Loteamento Belo Horizonte, 4- Povoado do Vinhais, 5- Boa Morada e 6- Recanto do Vinhais.

Atualmente a Paróquia tem sob sua jurisdição quatro comunidades: Nossa Senhora Aparecida - Cohafuma, Nossa Senhora de Fátima - Residencial do Vinhais, São João Batista - Recanto do Vinhais e Novo Tempo.

2. PADROEIRA

No período do Brasil Colonial, em outubro de 1717, passou pela cidade de Guaratinguetá, na sua ida para as Minas, o Conde de Assumar, Dom Pedro de Almeida, Governador de Minas e São Paulo. A Câmara local, com a finalidade de prestar uma homenagem ao Conde de Assumar, através de um banquete à base de peixe, convocou e, ao mesmo tempo, ordenou que os pescadores apresentassem todos os peixes que pudessem pegar.

Acatando ordem superior, os pescadores lançaram-se no rio Paraíba, à cata de peixe. Entre os pescadores estavam Domingos Martins Garcia, João Alves e Filipe Pedroso. Os três estavam em suas canoas. Começaram a lançar as redes no porto de José Correa Leite e foram rio acima, até o porto de Itaguaçu. Foi uma longa distância percorrida, mas não pegaram um só peixe. No porto de Itaguaçu, João Alves lançou sua rede de arrasto e tirou o corpo de uma imagem. Mais abaixo lançou a rede e tirou a cabeça da mesma imagem, isto é, de Nossa Senhora. João Alves, logo depois do segundo lançamento, pegou a cabeça e o corpo da imagem e envolveu-os cuidadosamente num pano e guardou.

Como ainda não tinha pescado nenhum peixe, lançaram novamente as redes e ... que espanto! Em poucos lances pescaram grande quantidade de peixes que ficaram com medo de um naufragio.

Filipe Pedroso foi o encarregado para levar a imagem para sua casa, perto de Lourenço de Sá, onde passou mais ou menos quinze anos e doou, mais tarde a seu filho Atanásio Pedroso, teve o cuidado de construir a primeira capela de adoração à Nossa Senhora.

Após vários prodígios e sinais proporcionados pela imagem de Nossa Senhora a fama chegou ao conhecimento do Pároco de Guaratinguetá, Padre João Alves Vilela, que liderou a construção de uma nova capela.

A devoção à Santa não foi imposta. Surgiu a partir do povo; e foi pelo fervor do povo que se desenvolveu, passo a passo e, consequentemente, também foram surgindo capelas novas até ao estágio atual.

Em 1893 o então templo foi agraciado com o título "Episcopal Santuário de Nossa Senhora da Conceição Aparecida" e tendo como primeiro Pároco, o Pe. Claro Monteiro do Amaral. No ano de 1958 a Santa Sé elevou Aparecida a Arquidiocese e teve como primeiro arcebispo o cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta.

Evangelho

Jornal do Dízimo

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